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Igor R.
Igor R.
Comentário · há 5 meses
Caro Armpit, discordo que o eleitorado queria o distritão. Ele até gostaria de votar majoritário, mas não quer um sistema que privilegia justamente quem está no poder e, pior, quem faz as maracutaias. Não à toa o distritão é uma maracutaia: sabendo da forte impopularidade dos deputados com escândalos de corrupção e uma nítida intenção de se auto-proteger, eles instituem um esquema eleitoral onde os que terão mais verbas à sua disposição e quem já possui notoriedade leva vantagem. Quer um laboratório de como seria o distritão? Senado Federal! As eleições lá já são majoritárias, igual ao que se propõe no distritão. E como é o perfil do Senado? Um plenário que se conserva! A maioria dos senadores tem dois ou mais mandatos. Isto seria transferido para a Câmara dos Deputados. É só se perguntar: porque em 2022 irá mudar para distrital misto, ao invés de fazer isto agora (ou mudar de uma vez para o distrital puro)? Porque como há um forte crescimento popular em cima de "nanicos" ideológicos, principalmente em grandes cidades, há grande chances que, em distritos eleitorais, estes consigam ganhar das velhas figuras. No Rio de Janeiro (capital), por exemplo, haveria grandes chances de eleição de deputados federais de candidatos do Novo, Livre ou até mesmo da família Bolsonaro. Se você amplia isto ao Estado inteiro, fica muito mais fácil para família Maia, Garotinho e Picciani rodar o estado inteiro (de cabo a rabo) e conseguir votos porque possuem muito mais dinheiro e apoio de compadrios para isto. Estes são os que ganharão. Abraços!
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